sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

JON SCHAFFER’S PURGATORY - Purgatory

Ano: 2018
Tipo: Extended Play (EP)
Importado


Introdução: A primeira metade dos 80 foi um período de crescimento e consolidação para o Metal norte-americano. Nesta época, nomes lendários surgiram aos borbotões, alguns ficando extremamente famosos, e outros nem tanto. Nessa época, muitos músicos notórios começaram a dar seus primeiros passos como tal, criando suas primeiras bandas. E um dos muitos é Jon Schaffer, guitarrista/líder/compositor do ICED EARTH, só que ainda não com a banda que o tornou notório, mas sim seu primeiro grupo, o PURGATORY, fundado em 1984/1985 e que viria a se tornar a banda principal dele anos depois. E é um imenso prazer poder ter em mãos o EP “Purgatory”, primeiro (e único) testemunho em disco do grupo, lançado agora pela Century Media Records, sob o nome de JON SCHAFFER’S PURGATORY (algo feito para evitar possíveis confusões).

Análise geral: Embora existam muitas similaridades entre o trabalho do quinteto e o do ICED EARTH, o quinteto faz algo mais próximo do que se convenciona chamar de US Metal, ou seja, o Metal tradicional dos EUA, ou seja, ênfase em um bom nível técnico, além do uso de melodias de fácil assimilação herdadas do Hard Rock clássico. Dessa forma, mesmo gravado nos dias atuais e com o frescor de coisa nova (sim, eles se reuniram para gravar este EP), temos a sonoridade típica dos anos 80, de nomes como OMEN, RUTHLESS, MALICE, THE RODS e outros, mas tendo sua personalidade própria. Óbvio que fica claro que alguma coisa da banda foi aproveitada nos discos do ICED EARTH (como se percebe claramente em “Dracula”), mas ouvir as versões originais é algo que não tem preço.

Arranjos/composições: Com melodias que grudam na mente de qualquer ouvinte, harmonias bem construídas, além do bom nível técnico (nada extremamente elaborado, mas também nada simplista), fica óbvio que o talento de Jon para compor e criar arranjos musicais sempre esteve com ele, embora ainda de forma embrionária. Aliás, que a justiça seja feita e uma menção honrosa seja feita ao vocalista Gene Adam (que é quem gravou os dois primeiros discos do ICED EARTH), que tem um jeitão mais seco e agressivo que encaixou muito bem nas composições.

Qualidade sonora: Que a verdade seja dita: o grupo soube usar das tecnologias modernas sem apelar e destruir o “feeling” dos anos 80 que o PURGATORY tem. Dessa forma, fica claro o nível de excelência do trabalho de Jon e Jim na produção e mixagem, e de “Zeuss” masterização. Tudo soa claro, limpo, mas pesado e com sua devida dose de agressividade. Os tons, por sua vez, foram ajustados para algo mais orgânico e simples, sem exageros em termos de efeitos.

Arte gráfica/capa: David Newman Stump e Roy Young, conhecidos pelo trabalho gráfico de “Incorruptible” (último álbum do ICED EARTH), assinam a capa de “Purgatory”. E eles pegaram bem o clima, já que os personagens de cada letra constam na arte, bastando procurá-los.

Destaques musicais: basicamente “Purgatory” é um disco de muito fácil assimilação pelos sentidos. Todas as canções funcionam bem, como se cada arranjo fosse uma engrenagem perfeitamente encaixada nas outras. In Your Dreams” tem um bom nível técnico, ótimas conduções de ritmo (que realmente grudam nos ouvidos), enquanto essa versão mais antiga para “Dracula” tem a energia forte e melodiosa do US Metal (onde se destacam o trabalho dos vocais, com ótimos agudos à lá King Diamond). Rebuscando elementos do Metal tradicional oitentista mais uma vez, “In Jason’s Mind” tem um jeito levemente mais agressivo que as anteriores (o que privilegia o ótimo trabalho das guitarras), mesmos elementos da pesada “Jack” (que tem bem pouco da homônima que se ouve em “Horror Show”). Fechando, o encontro bem equilibrado de melodias, peso e agressividade mostrado em “Burning Oasis” realmente é de deixar os fãs de boca aberta, seja nas partes mais agressivas, seja nos momentos mais introspectivos.

Conclusão: Óbvio que “Purgatory” merece e está bem longe de ser um mero caça-níqueis. É um ótimo trabalho, verdade seja dita, e a banda é tão boa que merece um disco inteiro, isso se há planos (e material) para tanto. No mais, JON SCHAFFER’S PURGATORY é um grupo muito bom para ficar apenas em um EP.

Texto: “Metal Mark” Garcia

Nota: 92%


Tracklist:

1. In Your Dreams
2. Dracula
3. In Jason’s Mind
4. Jack           
5. Burning Oasis


Banda:

Gene Adam - Vocais
Jon Schaffer - Guitarras, vocals
Bill Owen - Guitarra solo


Ficha Técnica:

Jon Schaffer - Produção, mixagem
Jim Morris - Produção, mixagem
Christopher “Zeuss” Harris - Masterização
Jim Morris - Guitarra solo
Ruben Drake - Baixo
Mark Prator - Bateria
David Newman Stump - Artwork
Roy Young - Artwork


Contatos:

Site Oficial:
Facebook:
Assessoria:
Instagram:
E-mail:





quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

The Thunder Best of 2018 (Nacional)


Constam nessa relação discos lançados ainda em 2017, mas como só chegaram ao conhecimento do autor em 2018, constam como tal.

Thunder 20

ANGRA - ØMNI




KAMALA - Eyes of Creation



STILL LIVING - YmmiJ



DORSAL ATLÂNTICA - Canudos



MALEFACTOR - Sixth Legion



BITER - The Eyes of the Biter



ARANDU ARAKUAA - Mrã Waze



MAESTRICK - Espresso Della Vita (Solare)



DYSNOMIA ‎- Anagnorisis



DROWNED - 7th



DEEP MEMORIES - Rebuilding the Future



FUNERATUS ‎- Accept the Death



LIVING LOUDER - Corsair



MELYRA - Saving You From Reality



MX - A Circus Called Brazil



NERVOSA - The Downfall of Mankind



OCULTAN - Quintessence



SHADOWS LEGACY - Lost Humanity



SACRIFICED - Enraged



WARSHIPPER - Black Sun





Melhor disco ao vivo:

VULCANO - Live III - From Headbangers to Headbangers



MARENNA - Living With No Regrets



PAGAN THRONE - Live Thorhammerfest



Melhor DVD:

UGANGA - Manifesto Cerrado



Melhores EPs:

DAMAGEWAR - Dead Skin Devourer



BLIXTEN - Stay Heavy



COMISC ROVER - Cosmic Rover



MISCONDUCTERS - Reanimated



EVIL INSIDE - Suboncious




Revelações:

DEEP MEMORIES



DAMAGEWAR



THE GARD



COSMIC ROVER



BARRIL DE PÓLVORA




Decepções:

Infinitas reclamações politicamente corretas e brigas por causa de política e políticos no meio. A música é o mais importante SEMPRE, sem discussões!


Esperanças para 2018:

Que o mundo seja melhor para todos, e que todo mal causado ao Metal por discussões políticas seja sepultado.

The Thunder Best of 2018 (Internacional)

Constam nessa relação discos lançados ainda em 2017, mas como só chegaram ao conhecimento do autor em 2018, constam como tal.

Thunder 20:

ORPHANED LAND - Unsung Heroes & Dead Messiahs



RIOT V - Armor of Light



AMORPHIS - Queen of Time



THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA - Sometimes the World Ain’t Enough



JUDAS PRIEST - Firepower



CREYE - Creye



DIMMU BORGIR - Eonian



SAXON - Thunderbolt



WITCHERY - I Am Legion



CHTHONIC - Battlefields of Asura



STRYPER - God Damn Evil



BULLET - Dust to Gold



CORROSION OF CONFORMITY - No Cross No Crown



ENSLAVED - E



IMMORTAL - Northern Chaos Gods



MAYAN - Dhyana



ST. MADNESS - Bloodlustcapades



TOURNIQUET - Gazing at Medusa



MICHAEL SCHENKER FEST - Resurrection



THE DEAD DAISIES - Burn It Down



Melhor disco ao vivo:

ALICE COOPER - A Paranormal Evening at the Olympia Paris



Melhor DVD:

ANTHRAX - Kings Among Scotland



Melhores EPs:

BLIND GUARDIAN - The Tides of War (Live at Rock Hard Festival 2016)



Revelação:

CREYE



Decepções:

Infinitas reclamações politicamente corretas e brigas por causa de política e políticos no cenário. A música é o mais importante SEMPRE, sem discussões!


Esperanças para 2018:

Que o mundo seja melhor para todos, e que todo mal causado ao Metal por discussões políticas seja anulado.