domingo, 4 de fevereiro de 2018

DICA: como fazer um presskit digital


Por Marcos Garcia


A modernidade tem trazido mais e mais a necessidade do uso dos famosos kits digitais a serem usados em resenhas.

Sim, o uso dos mesmos surge da necessidade das bandas, já que o enfraquecimento das gravadoras (que investiam nas bandas), a expôs aos uso do meio digital, e mesmo das plataformas na internet.

Por este motivo, este autor postou em sua página pessoal no Facebook um mini-tutorial sobre como fazer um kit digital, o chamado presskit, ponto onde muitas bandas estão falhando absurdamente.

As dicas:

Presskit (arquivo compactado):

O que precisa estar presente:

1. Músicas em boa qualidade sonora: evite arquivos gigantescos, mas que as músicas estejam com uma boa compactação. No caso de MP3, a compactação 320 Kbps seria uma boa alternativa (é um padrão usado por muitos, inclusive). Frisando: falamos da qualidade de compactação de áudio, não da gravação.

2. Capa do disco: o arquivo, em geral, a imagem deve estar em alta resolução, uma vez que revistas necessitam que ela esteja assim.

3. Foto da formação da banda que GRAVOU o disco: nem todos os sites o revistas usam, mas é bom ter a mão. E a foto não deve ter o logo da banda.

4. Logotipo da banda SEPARADO da foto: mais uma vez, nem todos usam, mas é bom ter à mão.

5. Release atualizado e com as seguintes informações:

- Tracklist do disco: porque o que tem de bandas que não numeram as canções e nem colocam informações nos arquivos não é um número pequeno. E isso força o autor a ter que pesquisar na internet, o que já é um gasto extra de tempo.

- Links de contatos: Facebook, YouTube, Soundcloud, Bandcamp, página oficial na internet, e-mail de contatos, enfim, tudo que tiverem de links da banda. Novamente: não force o escritor a gastar mais tempo que o necessário.

- Formação QUE GRAVOU o trabalho: é preciso dar crédito a quem tocou no disco.

- Uma pequena biografia do grupo: com as informações mais essenciais, como qual cidade e estado de onde vem, quando foi formada, bem como estilo e proposta sonora. E como falamos em biografia, conte um pouco da história do grupo de forma resumida, no máximo 5 parágrafos (não enfeite o pavão, não precisa, seja conciso).

- Dados sobre a produção: quem produziu, mixou e masterizou, nome do estúdio, período de gravação, nome do artista que fez a capa e a arte do disco. E se a banda tiver um selo, que diga o nome e link da mesma.

- Link para audição: se a banda possuir um vídeo oficial, lyric vídeo, ou mesmo uma ou mais faixas do disco em questão para a audição, faça a gentileza de colocar os links no release, pois economiza tempo.

6. Pelo amor dos meus filhinhos, TUDO ISSO EM UM ÚNICO ARQUIVO COMPACTADO: não dê mais trabalho que o necessário, pois ficar dando download em arquivo por arquivo é um processo repetitivo, chato e que toma tempo. E se não deseja que o disco seja divulgado abertamente, use serviços de transferência de arquivos como o WeTransfer ou mesmo o Google Drive.


Há ainda aqueles que preferem usar links digitais no YouTube, Soundcloud ou Bandcamp. O autor não indica o uso dessa estratégia para resenhas por muitos motivos, especialmente pela dependência de internet ativa, o que como sabemos, nem sempre está à mão. Peço que se lembrem de que muitas empresas de internet deixam seus clientes horas, e mesmo dias, sem o serviço, basta olhar as reclamações no Facebook vez por outra (e que não são incomuns em cidades distantes dos grandes centros).

Mas se insistir e for investir nas plataformas musicais da internet, mantenham nas suas páginas do Facebook atualizadas os quesitos como formação, biografia e links de contatos. O Bandcamp também oferece espaço para isso. No YouTube, tenham a delicadeza de criar uma lista de músicas que permita o escritor a retornar ao início de cada uma das canções.

E mesmo nesses casos da opção pelas plataformas digitais, recomendo que enviem ao escritor foto da banda, release e a capa do disco.

Estas dicas nascem da experiência deste que vos escrever como autor de resenhas.

Muitas vezes, escrevemos algo que não está correto e a banda reclama. Mas quem nos nega a informação acertada é ela mesma, e tudo fica mais difícil.

E sobre o tempo em que bati vezes seguidas acima, 5 ou 10 minutos para um autor que tenha que resenhar uma quantidade grande de discos, é um tempo precioso. Pense se um autor tiver que gastar tempo com os pontos citados em 10 resenhas. Serão 50 minutos/1 hora que foram gastos com fatores que tomaram um tempo de uma resenha!

Antes que surjam discordâncias ou mimimis injustificados dos discípulos de Naruto (querendo ver o que está atrás do que está atrás, e em geral, arrumam problemas), não estou falando de mandarem discos físicos (pois estes contém 80% das informações que cito), mas de fazer um kit digital decente. É o seu trabalho que se torna valorizado.

Não é um tutorial perfeito, mas só de seguir essas dicas, já ajuda muito.