sexta-feira, 1 de junho de 2018

ST. MADNESS - Bloodlustcapades


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Importado


Tracklist:

1. Day of the Dead
2. Folsom Prison Blues
3. Don’t Be Like the Blind
4. The Arrogance of Man
5. This is Your Reality
6. Made in China
7. Walk Your Own Path
8. Bloodlustcapades
9. Can’t Help Falling in Love with You
10. Warnings from the Past
11. King of the Damn World
12. Rigel
13. He’s Riding a Harley in Heaven


Banda:


Prophet - Vocais
Syd Ripster - Guitarras, backing vocals
Svarlet Rivers - Baixo
Big Daddy Sug - Bateria


Ficha Técnica:

Patrick Flannery - Produção, mixagem, masterização
Larry Elyea - Produção, mixagem, masterização
St. Madness - Produção
Dave Cornwall - Cordas em “Don’t Be Like the Blind”, cordas e piano em “Walk Your Own Path”, Moog noise em “Rigel”
Jeff West - Artwork


Contatos:

Site Oficial:



Texto: Marcos Garcia


Muitas vezes, perdemos uma das noções mais importantes do Metal e do próprio Rock em nossas concepções individuais (e mesmo grupais) sobre os estilos: que Metal e Rock são, prioritariamente, formas de diversão. Sim, pois são tantas regras e ditos sobre eles que deixamos de lado o lado divertido de se ouvir música. Mas é por isso que grupos como o quarteto norte-americano ST. MADNESS são importantes, pois nos lembram da essência da música. E o novo disco deles, “Bloodlustcapades” é uma aula de se fazer Metal com o coração, mas sempre sendo divertido.

Mesmo tendo 25 anos de muitas loucuras e Metal nas costas, o quarteto continua vigoroso em sua mistura de Thrash Metal com aspectos do Groove Metal e Metal tradicional (especialmente nas melodias), mas longe de soar datado. A energia que flui das canções de “Bloodlustcapades” é bem jovial, algo que anda em baixa em muitas bandas veteranas. Ao mesmo tempo, tudo soa coeso, pesado e em seus devidos lugares, algo que eles sempre souberam fazer.

Simplificando: “Bloodlustcapades” mostra uma faceta nova e jovem do ST. MADNESS, mas mantendo a coerência com seu passado.

A produção sonora é caprichada. Sonoridade limpa e pesada, mantendo todos os detalhes musicais da banda expostos, é a melhor qualidade sonora que a banda já teve, além do fato que os timbres instrumentais foram muito bem escolhidos. Tudo para que o quarteto pesado e cheio de “punch”.

E a arte, montada em “cartoons”, é muito legal, uma diversão muito interessante. É um tipo de arte gráfica que caiu em desuso, mas que sempre rende bons frutos, ainda mais cheia de referências a Elvis Presley e Johnny Cash. E a representação dos integrantes do ST. MADNESS ficou muito leal mesmo.

O grupo deu um passo adiante e abraçou a evolução sonora, sem, no entanto perder suas raízes e essência. A identidade deles continua a mesma da época de “God Bless America”, apenas se atualizando. E podemos dizer que todas as canções estão com uma gama de arranjos muito boa, sem comprometer o espírito espontâneo que sempre temos os discos deles.

Todas as canções são excelentes, mas é preciso mencionar o alto nível da pesada e moderna “Day of the Dead” (ótimas linhas de guitarras e vocais), o peso colossal e o feeling que fluem de “Don’t Be Like the Blind” (um jeitão meio Country/Southern Rock permeia a canção, com ótimas mudanças de tempo), a agressividade moldada com ótimas linhas melódicas de “The Arrogance of Man” (baixo e bateria mostram um ótimo trabalho nesta canção), a divertida “This is Your Reality” (reparem nos backing vocals bem postados), a pegada mais emotiva de “Walk Your Own Path” (mais uma vez, a banda mostra uma pegada melancólica cheia de influências do Southern Rock), a força agressiva e impactante de “Bloodlustcapades” (que guitarras!), as linhas melódicas cheia de Groove de “King of the Damn World”, e o jeito mezzo BLACK SABBATH e mezzo PANTERA de “He’s Riding a Harley in Heaven” são os melhores momentos do disco. Mas não se atrevam a deixar de lado as versões esmagadoras para “Folsom Prison Blues” de JOHNNY CASH e “Can’t Help Falling in Love with You” de ELVIS PRESLEY que eles fizeram, pois honram as originais, mas colocando a essência do ST. MADNESS nelas.

Mais um trabalho de primeira do grupo, que veio lembrar a todos que Rock é, antes de tudo, diversão.

Nota: 93%