sexta-feira, 13 de julho de 2018

IMPERIOUS MALEVOLENCE - Decades of Death


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Perpetuação da Ignorância
2. Ascending Holocaust
3. Ominous Ritual
4. The Hellfire’s Cruelty
5. Nocturnal Confessor
6. Where Demons Dwell
7. Imperious Malevolence
8. No Return
9. Excruciate
10. Arquiteto da Destruição


Banda:


Fernando Grommtt - Baixo, vocais
Danmented - Guitarras, backing vocals
Antonio Death - Bateria


Ficha Técnica:

Alysson Irala - Produção, gravação, mixagem, masterização
Imperious Malevolence - Produção
Anderson L. A. - Artwork


Contatos:

Site Oficial:  

Texto: M. Garcia


Quando se fala em Death Metal nos dias de hoje, a miríade de formas em que o estilo é tocado é tão vasta que, quase sempre, perguntamos sobre qual das vertentes estamos abordando. Mas ainda existem as bandas que focam suas energias no bom e velho Death Metal da virada dos 80 para os 90, aquela forma mais suja e bruta que deu início a tudo que conhecemos do estilo. E um deles é o veterano “power trio” IMPERIOUS MALEVOLENCE, de Curitiba (PR), que nos chega com seu quarto álbum, o recém lançado “Decades of Death”.

São mais de 20 anos de muitas lutas no cenário underground e calos que a experiência lhes deu. Logo, antes que pensem em algo diferente do Death Metal mais raiz possível, é melhor procurarem outro disco. O trio tem raízes profundas no que era praticado no estilo em suas origens, ou seja, um jeito sujo, direto e agressivo de ser, com a brutalidade fluindo em doses homeopáticas pelos falantes (embora alguns teclados surjam para aclimatar o ouvinte em “The Hellfire’s Cruelty”). Só que não se iludam: o IMPERIOUS MALEVOLENCE sempre soa atual, forte e vigoroso, com um jeito próprio de ser e fazer música. E que energia esses sujeitos mostram!

Em termos de sonoridade, “Decades of Death” surpreende por usar de algo mais limpo e bem feito, fugindo um pouco das gravações tão utilizadas por bandas que seguem por este estilo. Mas como souberam lidar com todos os aspectos, a brutalidade musical e distorcida deles não ficou nem um pouco contida. É uma pancadaria desenfreada, e que graças à esta sonoridade bem feita, parece se agigantar. E, além disso, o trio escolheu tons instrumentais mais orgânicos, e assim, fica claro que a força das composições ao vivo não vai diminuir nem um pouco.

Em termos de visual, a arte de capa ficou ótima graças ao uso de contrastes de preto, branco e verde, criando uma ambientação sinistra. E a diagramação é mais simples no encarte, mas bem cuidada.

Pedir que o IMPERIOUS MALEVOLENCE mudasse depois de tantos anos seria algo leviano. 20 anos não são 20 dias, e se percebe que eles não vão abrir mão disso (e ainda bem que assim o é). Mas a música da banda por si já é bem feita, arranjada de forma espontânea e esmerada, com tudo em seus devidos lugares. Um deleite para fãs de Deah Metal bruto e sem medidas.

10 faixas de puro amassa-crânios nos esperam. Mas não tem como não destacar a brutal “Perpetuação da Ignorância” (cantada em português e mostrando algumas influências pontuais de Grindcore), a insanidade azeda de “Ascending Holocaust” (onde os blast beats da bateria e partes mais técnicas do baixo se sobressaem), a mais tradicional “Ominous Ritual” (onde algumas passagens mais refreadas mostram a força das guitarras do grupo, com riffs de primeira), a bem trabalhada simplicidade de “The Hellfire’s Cruelty” (outra com riffs insanos, e as partes com teclados deixam tudo ainda mais opressivo), a chocante de densa “Imperious Malevolence” (as passagens mais refreadas são muito boas, com um trabalho de bateria de primeira), e o bombardeio intenso de “Excruciate”. Mas pode ter uma certeza: se você é fã de Death Metal Old School, nessa banda você pode confiar.

Um ótimo trabalho do IMPERIOUS MALEVOLENCE, um dos mais tradicionais grupos de Death Metal do Brasil. Ouçam “Decades of Death” e deixe os ouvidos sangrarem à vontade!

Nota: 86%